Matadora

– Alô?

– Está com tudo pronto?
– Se está se referindo à missão que me foi dada, sim, está tudo pronto.

Colocou a bala; engatilhou. Segurava o telefone entre o queixo e o ombro. Usava lingerie preta e sentava-se em uma suntuosa cama.

– O plano?
– É desnecessário que o conheça – respondeu e desligou o telefone.

A arma sob o travesseiro.
O sorriso sedutor montado perfeitamente no rosto.
Esperava seu alvo.

O homem entrou no cômodo com ar altivo. Entraria em seu papel agora, com voz sedutora. Ele se aproxima e a tem em seus braços. Estão na cama, e sua mão está muito perto do travesseiro… da arma.

Algo gelado encosta na têmpora do mercenário. Um sorriso sutil surge nos lábios da matadora.

– Mandaram isso para você.

Ela puxa o gatilho. Algo explode. Ela está coberta de sangue.

Ele está morto.

Texto pro Bloinquês que não consegui mandar a tempo.

Letícia Wilhelm

Escritora, formada em Letras e professora de língua inglesa. Gostaria de rodar o mundo e, mais ainda, criar um próprio para que outros possam visita-lo. Curte observar as pequenas coisas da vida e às vezes contá-las em histórias. Gosta de café e chocolate, de ver a chuva caindo e das tardes laranjas de outono.

0 thoughts on “Matadora

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *